5 dicas de ouro para quem quer investir no modo “easy”

5 dicas de ouro para quem quer investir no modo “easy”

Como investir com eficiência e pouco trabalho, para preguiçosos e os sem tempo de plantão

Investir da maneira mais adequada ao seu perfil, conhecendo os riscos e obtendo uma rentabilidade interessante sempre dá um trabalhinho. Mas os níveis de complexidade variam.

Você não precisa ser aquele sujeito que ama finanças e economia, acompanha o mercado todos os dias, gosta de conhecer empresas a fundo para investir em ações e vive em fóruns de discussão sobre investimentos na internet.

Se finanças não for muito a sua praia ou se você tiver pouco tempo para se dedicar, pode lançar mão de algumas estratégias básicas que vão te levar ao sucesso sem muito trabalho.

Talvez sua rentabilidade não seja assim tão alta, mas provavelmente seu dinheiro vai ganhar da poupança e da inflação. É vencer a inflação no longo prazo que garante a construção do patrimônio e o seu enriquecimento.

Além disso, mais importante do que a rentabilidade do investimento é poupar e investir sempre. E uma estratégia simples e que dê pouco trabalho vai incentivar você a persistir em guardar dinheiro e aplicá-lo com sabedoria.

1. Pague-se primeiro

Como esse post é sobre investimento e não organização financeira, vamos partir do princípio de que você já organizou suas finanças e consegue fazer sobrar uma quantia todos os meses (se este não é o caso, volte duas casas e leia o passo a passo para se organizar e se tornar um investidor).

Depois de definir quanto investir, faça com que a poupança seja a primeira coisa a sair da sua conta corrente todo mês, assim que receber o salário.

Estabeleça um dia para que isso ocorra, de preferência aquele em que você recebe a maior parte dos seus recursos. Pague-se a si mesmo como se estivesse pagando mais uma de suas muitas contas.

Se puder, programe essas transferências para que o dinheiro fique separado da conta corrente. Assim, você não esquece e resiste à tentação de gastá-lo.

Você pode direcionar o dinheiro diretamente aos investimentos que escolheu ou para uma aplicação conservadora, como a poupança. Depois terá de transferi-los para um investimento mais adequado.

2. A parte prática: descubra a melhor forma de transferir dinheiro para os investimentos

Se você investe em produtos financeiros oferecidos pelo seu banco, a transferência é bem fácil e pode ser feita pelo internet banking.

Mas se você investe por meio de outra instituição financeira – uma corretora, por exemplo – pode precisar fazer uma TED ou um depósito identificado.

Informe-se com seu gerente sobre o procedimento para fazer esse tipo de transferência. Tanto presencialmente quanto pelos meios eletrônicos.

Na instituição por meio da qual você investe procure saber se há cobrança de DOC e TED, pois há aquelas que não cobram por esse serviço.

Algumas corretoras permitem a emissão de boletos bancários, para facilitar a transferência sem custos. Verifique se a sua oferece o serviço e o limite de valor. E não se esqueça de checar o limite no seu banco para pagamentos de boletos.

Essa pode ser a parte mais trabalhosa e chata, porque pode ser que você perca um bom tempo. Principalmente no banco. Mas uma vez definida a melhor forma de transferir os recursos, você poderá seguir sempre o mesmo procedimento, sem mais dores de cabeça.

3. Sem emoção: Invista em títulos de renda fixa com baixo risco de calote

Para quem não quer ter de estudar profundamente e acompanhar o mercado de perto, é aconselhável escolher investimentos fáceis de compreender, com forma de remuneração definida e com baixo risco de crédito (também conhecido como risco de calote).

Você vai encontrar esses investimentos mais “tranquilinhos” entre as opções de renda fixa. Há alternativas para os mais diferentes objetivos, com rentabilidade interessante e capaz de superar a poupança e a inflação.

Os títulos emitidos pelo governo federal e negociados no Tesouro Direto, por exemplo, têm o mais baixo risco de calote da economia brasileira, pois são garantidos pelo governo. É uma segurança ainda maior que a da poupança.

Alguns títulos emitidos por bancos também têm baixo risco de calote, pois contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para investimentos de até 250 mil reais por CPF em um mesmo banco, em caso de quebra dessa instituição financeira.

Essa é a mesma garantia da caderneta de poupança e das contas-correntes. Os títulos que contam com a garantia do FGC mais comuns são os Certificados de Depósito Bancário (CDB), as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

4. Paciência, gafanhoto: case o prazo das aplicações com a data em que vai usar o dinheiro

Para a sua reserva de emergência, prefira os títulos de renda fixa que podem ser resgatados a qualquer momento sem perdas de rentabilidade ou do principal.

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e os títulos públicos Tesouro Selic (LFT), negociados via Tesouro Direito, são os papéis mais indicados. Eles têm liquidez diária e em geral não geram perdas ao investidor se resgatados antes do vencimento.

Para o dinheiro que vai ser usado lá na frente, ou mesmo para aqueles objetivos de longo prazo, como a aposentadoria, você pode preferir LCIs, LCAs e outros títulos do Tesouro Direto, como Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+.

As duas primeiras têm isenção de imposto de renda e costumam render bem quando a taxa básica de juros está elevada. Porém, não podem ser resgatadas antes de três meses de aplicação, e às vezes não tem liquidez até o vencimento.

Mesmo quando LCIs e LCAs podem ser resgatadas antes do prazo, o rendimento recebido pelo investidor pode ser menor do que o acordado na hora do investimento.

Já os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação podem levar o investidor a efetivamente perder dinheiro caso o resgate seja feito antes do vencimento.

Apesar de terem liquidez diária e risco mínimo de calote, esses papéis são bem voláteis. Seus preços oscilam bastante conforme mudam as perspectivas econômicas.

Como o investidor que resgata no meio do caminho precisa vendê-los a preço de mercado, ele amargará perdas no valor inicialmente investido se os preços tiverem caído.

O segredo é casar a data de vencimento de papéis como LCIs e títulos públicos prefixados com a data em que você pretende usar o dinheiro.

Além disso, esses investimentos podem ser usados para você resistir à tentação de mexer no dinheiro antes do tempo.

5. Aprenda a delegar: aplique em fundos de investimento

Os fundos de investimento têm duas grandes vantagens. Uma é a possibilidade de diversificar seus investimentos com poucos recursos, pois um fundo aplica numa série de produtos financeiros diferentes. Muitos dos quais são inacessíveis para a maioria das pessoas físicas.

A outra é a possibilidade de delegar a um profissional a escolha dos investimentos. Mas para isso, paga-se uma taxa de administração, e às vezes até uma taxa sobre a rentabilidade que exceder determinado objetivo.

A gestão profissional é particularmente interessante para quem quer aplicar em investimentos com mais risco e possibilidade de ganho maior do que a da renda fixa conservadora. Assim dá para assumir riscos sem muito trabalho e de maneira diversificada.

Mas não é só porque você quer investir no modo “easy” que precisa aplicar apenas em papéis de renda fixa tradicional.

Entre os fundos, você poderá optar por aqueles que investem em papéis de renda fixa atrelados à inflação, títulos de dívida emitidos por empresas privadas, moedas e ações, por exemplo.

Você não vai precisar estudar cada investimento, como fazem aqueles  que operam diretamente. Basta se dedicar a escolher bons fundos – e nisso um consultor pode ajudar você – que o gestor depois terá todo o trabalho.

E você, tem alguma dica para facilitar a vida do investidor? Comente!

Fonte: Blog Genial

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