5 passos para montar um orçamento e organizar as finanças

5 passos para montar um orçamento e organizar as finanças

Um passo a passo para quem não sabe por onde começar nem a ordem a seguir para organizar as finanças e montar um orçamento.

Antes de começar a pensar em investir seu dinheiro você precisa organizar sua vida financeira e tornar-se um poupador disciplinado.

De nada adianta pesquisar qual a aplicação financeira que rende mais que a outra se você não faz a menor ideia de quanto ganha, não controla seus gastos, não tem disciplina alguma para poupar nem objetivos de poupança, está enrolado com um monte de compras parceladas ou se afundando em dívidas com juros altos.

Se você não sabe por onde começar a se organizar ou se não tem ideia de qual seja a ordem das coisas, basta seguir o passo a passo elaborado pela planejadora financeira certificada (CFP®) Lavínia Martins para o blog Genial.

1. Entenda onde você está

Monte um fluxo de caixa, aquela planilha com todas as suas receitas e despesas. Use as informações de holerites, extratos bancários e faturas de cartão de crédito para alimentar a planilha. Assim você monta uma fotografia do estado atual das suas finanças.

Para Lavínia Martins, um período de três meses já é suficiente para ter uma boa noção de seus hábitos atuais. Ela recomenda evitar meses com muitos gastos atípicos, como dezembro (festas de fim de ano), janeiro e fevereiro (impostos e viagens).

2. Saiba para onde você quer ir – e sonhe!

Sonhar é a forma mais estimulante de poupar com disciplina. Pense no que você deseja fazer ou comprar, em quanto tempo deseja alcançar cada objetivo e quanto eles custam.

Sua prioridade deve ser poupar para pagar as dívidas de juros mais altos e que possam ser quitadas em pouco tempo. Se você puder vender bens ou sacar reservas para a pagar as dívidas, aproveite!

Em seguida, seu objetivo de poupança mais importante deve ser formar uma reserva de emergência, para eventualidades como urgências domésticas, doenças, perda de emprego, esse tipo de coisa. Ela pode corresponder a algo entre três meses e um ano das suas despesas.

Depois vêm os demais objetivos: casa própria, curso, aposentadoria, carro, casamento, viagem de férias, ano sabático, cirurgia plástica, reforma de imóvel… as possibilidades são muitas. Liste todas em ordem de prioridade e pesquise preços para estimar quanto custam.

Depois de definir quanto você precisará poupar para cada sonho, calcule quanto você precisaria poupar por mês para alcançá-los no tempo desejado.

A princípio, apenas divida o montante necessário pelo número de meses. Encare o rendimento dos investimentos que você vai escolher como um “a mais”, mas não conte com ele, para ter uma projeção conservadora.

Dependendo de quais sejam os seus sonhos e prioridades, você pode poupar para um objetivo de cada vez ou para vários ao mesmo tempo, desde que tenha organização para destinar a cada um deles os investimentos mais adequados segundo prazo e perfil de risco.

Fotógrafo contempla a natureza
Gaste um tempo refletindo sobre quais são seus sonhos

3. Faça o plano para chegar lá

Identifique os gastos excessivos no seu fluxo de caixa atual e veja onde você pode cortar. Sua missão será abrir espaço no orçamento para uma poupança mensal, aquela que você vai destinar aos seus objetivos.

Tente adequar seus gastos à quantia que você precisa guardar. Mas não desanime se perceber que só conseguirá poupar uma quantia menor. Veja se dá para baratear o objetivo ou aumentar o prazo. O importante é começar a guardar alguma coisa, e com consistência.

Agora é hora de montar seu orçamento, que nada mais é que seu fluxo de caixa futuro. Liste as receitas futuras, a quantia que você vai passar a poupar e todas as despesas, já com os cortes que foram feitos.

Cuidado para não cortar demais e tornar excessivamente difícil manter a disciplina de poupança. Lembre-se que o lazer, ainda que com parcimônia, é fundamental, se não você provavelmente vai desanimar.

Não existe uma fórmula mágica de quanto se deve poupar ou gastar em cada coisa. Mas para que você não fique completamente perdido, Lavínia Martins recomenda alguns parâmetros: poupe cerca de 10% da sua renda e destine até 30% para dívidas.

Ela lembra que dívida é qualquer tipo de compromisso futuro, como as compras parceladas no cartão, por exemplo. Assim, não se esqueça de incluir os parcelamentos no seu orçamento.

O ideal é que os gastos com moradia correspondam a, no máximo, 30% do orçamento, recomenda a CFP®. Aí podem entrar aluguel ou parcela do financiamento, condomínio, IPTU, água, telefone, internet, TV a cabo, luz, gás e empregados domésticos, por exemplo.

“Reduza ao máximo os gastos fixos, pois uma vez assumidos, eles não mudam com facilidade. Se seu custo fixo é baixo, você tem mais flexibilidade nas outras despesas”, diz a planejadora.

4. Ponha o plano em prática

Faça com que a quantia referente à poupança seja a primeira coisa a sair da sua conta todo mês, assim que seus rendimentos entrarem.

Se ainda não tiver decidido onde vai aplicar esse dinheiro, você pode destiná-lo a uma conta poupança segregada da sua conta-corrente, e depois distribuí-lo entre as aplicações financeiras mais adequadas. O importante é afastar a tentação de gastar.

Uma vez por mês, faça o fechamento e o balanço das suas contas. Anote todas as despesas e receitas realizadas no mês e compare-as ao que foi projetado no orçamento. Você conseguiu realizar o plano? Se não, o que deu errado e onde pode melhorar?

Dê também uma olhada no seu balanço patrimonial, isto é, todos os seus investimentos. Quanto você tinha antes e quanto tem agora? A rentabilidade está dentro do esperado? Se não, é um problema pontual ou vale a pena começar a considerar mudanças?

Lavínia Martins recomenda dois cuidados muito importantes nessa hora. O primeiro é acompanhar se a rentabilidade de seus investimentos é capaz de ao menos repor a inflação.

O segundo é sempre tentar entender o porquê de um mau desempenho antes de resgatar um investimento.

“É preciso entender por que você fez o investimento, escolher produtos que estejam de acordo com o seu perfil de risco e só sair de um produto se verificar que ele não tem mais possibilidade de ganho”, recomenda.

5. Faça a manutenção dos seus investimentos

O reequilíbrio da carteira deve ser feito uma vez por ano – a planejadora recomenda o mês de janeiro.

O objetivo do rebalanceamento é manter as proporções escolhidas para cada tipo de aplicação financeira, resgatando daquelas que tiveram ganhos e investindo naquelas que tiveram perdas, mas que ainda têm bons fundamentos para recuperação.

A ideia é que você só desista de um investimento se ele perder seu potencial de valorização.

Se isso ocorrer, você pode escolher um investimento mais adequado dentro da mesma classe de ativos (renda fixa, ações, moedas ou imóveis, por exemplo), ou mudar a proporção de cada classe na carteira, se seu planejamento assim o exigir.

Suponha que você invista 70% dos seus recursos em um fundo de renda fixa e 30% em um fundo de ações. Agora imagine que altas na renda fixa e quedas nas ações levaram essa proporção para 80% em renda fixa e 20% em ações.

Na hora do rebalanceamento, você vai tirar parte do que você tem em renda fixa e investir mais no fundo de ações, de forma a retornar à proporção 70%-30%, que era o seu plano inicial.

E aí, ficou alguma dúvida? Deixe-a nos comentários e boa organização financeira!

Fonte: Blog Genial

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