O que é um Certificado de Operações Estruturadas (COE)

O que é um Certificado de Operações Estruturadas (COE)

Título “blindado” permite apostar em um cenário econômico, ganhar bem acima da renda fixa tradicional e ainda ter o investimento protegido de perdas

Um Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um título emitido por bancos que permite ao investidor “apostar” em um determinado cenário econômico, mas podendo limitar suas perdas caso esse cenário não se concretize.

É, em função disso, o que se convencionou chamar de investimento de capital protegido: o investidor ganha se o cenário previsto se confirmar, mas não perde – ou tem uma perda limitada – caso ocorra um cenário adverso.

Imagine que o investidor queira, por exemplo, apostar na alta do dólar. Se ele comprar dólar ou investir em ativos diretamente ligados à cotação do dólar, ganhará a variação positiva da moeda americana, mas poderá perder o mesmo percentual que uma eventual desvalorização.

Para se proteger contra eventuais quedas na cotação do dólar, ele pode comprar um COE que lhe garanta um percentual da variação positiva da moeda americana até o vencimento do título, caso ela de fato se valorize.

É bem verdade que o investidor pode não receber uma rentabilidade igual à valorização da moeda. Em contrapartida, caso a cotação do dólar caia no período, o COE garantirá que o investidor não tenha perdas nominais, resgatando exatamente o valor investido, ou então, que tenha perdas limitadas.

Se vai haver alguma possibilidade de perda ou não vai depender do tipo de COE e do apetite para risco do investidor. Um COE pode ser mais conservador ou mais arrojado, dependendo do perfil do seu público-alvo.

Um COE, aliás, não precisa sequer ter capital protegido, obrigatoriamente. Mas a maioria dos títulos desse tipo emitidos no Brasil tem.

Caso o COE tenha 100% do capital protegido, o investidor não terá perda nominal alguma, caso o cenário de sua aposta não se concretize. Ou seja, na pior das hipóteses, é como se os recursos tivessem ficado parados na conta corrente do investidor.

Mas pode haver também COE que protejam um percentual menor do capital investido. Por exemplo, permitindo uma perda máxima de 10%. Tomando como base o COE do exemplo anterior, 10% seria a perda máxima do investidor caso o dólar caísse.

Claro que perdas limitadas também significam ganhos limitados. Em geral, existe um limite para o ganho do investidor. No exemplo acima, se o dólar subir acima de determinado valor, o investidor receberá o teto, não importa quanto a moeda americana seja capaz de disparar.

Ainda assim, o COE pode gerar bons ganhos, bem acima da renda fixa tradicional, por combinar rendimentos na renda variável com a proteção contra perdas.

Ao comprar um COE, o investidor já conhece todos os possíveis cenários de perdas, ganhos ou retorno nulo, e sabe até quanto pode ganhar ou perder.

O que tem dentro do COE, afinal?

O Certificado de Operações Estruturadas é assim chamado porque funciona como uma operação estruturada. Operações estruturadas são estratégias de investimento que combinam operações com mais de um instrumento financeiro de modo a conseguir fazer uma “aposta” em determinado cenário econômico, mas com controle de riscos.

Por exemplo, por meio da combinação de um ativo de renda fixa e um derivativo, que é um tipo de instrumento de renda variável muito utilizado para proteger investimentos de perdas.

Mas em vez de fazer várias operações combinadas, cada uma com taxas e tributações diferentes, o investidor que compra o COE adquire um único título, que é como se fosse um pacote que encerra em si uma operação estruturada, reduzindo seu custo.

Os COE são títulos de emissão bancária, tributados segundo a mesma tabela regressiva válida para investimentos de renda fixa e fundos sujeitos ao come-cotas: alíquotas de 22,5% para aplicações de até 180 dias; 20% para aplicações entre 181 e 360 dias; 17,5% para aplicações entre 361 e 720 dias; e 15% para aplicações de prazo maior que 720 dias.

O COE não permite apostar apenas em cenários para o câmbio. Ele pode ser referenciado em uma série de outros ativos e indicadores, como índices de inflação, taxas de juros, índices de bolsa (como o Ibovespa), índices de renda fixa (os IMAs), ações, debêntures e índices de ativos negociados no exterior.

Sendo um título emitido por bancos, o COE está exposto ao risco da instituição financeira emissora, que é a responsável por remunerar os investidores. Não há cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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Fonte: https://genialinvestimentos.com.br/artigo/o-que-e-um-certificado-de-operacoes-estruturadas-coe

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