Onde investir em 2016

Algumas orientações para você navegar pelas águas turbulentas de 2016 e ter sucesso nos seus investimentos

É um consenso no mercado que 2016 deve continuar sendo um ano economicamente difícil, em que ser conservador nos investimentos se manterá como a orientação geral. Então, onde investir?

Segundo o último Boletim Focus do Banco Central, o mercado espera que a economia encolha 2,81%. Para o fim de 2016, é esperada uma inflação de 6,86%, menor que a de 2015 mas ainda acima do teto da meta, de 6,50%.

A expectativa para o dólar é terminar o ano mais alto, valendo 4,20 reais. E para a taxa básica de juros, a Selic, também é esperada uma alta, para os 15,25% ao ano.

“A visão da nossa área econômica é de que 2016 será um ano de inflação alta, mas sem sair muito do controle, porque a desaceleração da economia também será um fator forte, com altas taxas de desemprego e o PIB [Produto Interno Bruto] caindo próximo de 2%”, observa Eduardo Moreira, sócio do Brasil Plural, empresa que controla a Geração Futuro e a GENIAL.

Em outras palavras, como nossa economia deve encolher, é possível que isso contribua para a inflação desacelerar.

Do ponto de vista do câmbio, a expectativa é que o dólar fique pressionado, mas próximo aos 4 reais, já que o Brasil ainda tem boas reservas cambiais, os brasileiros estão viajando menos e o real desvalorizado atrai investimentos e incentiva exportações.

Moreira diz que a tônica do ano que vem deve ser, como também foi neste ano, o lado político afetando fortemente o lado econômico, e vice-versa. Nesse sentido, eis os investimentos mais recomendados pela GENIAL:

Renda fixa que acompanha a taxa básica de juros

Investimentos de renda fixa pós-fixada, isto é, cuja remuneração acompanha a taxa Selic ou o CDI (taxa de juros próxima à Selic), continuarão fortemente recomendados, uma vez que os juros devem se manter altos, podendo até subir um pouco mais.

Isso significa que quem optar por se manter conservador vai se dar bem em 2016. Os investimentos de menor risco do mercado se enquadram nesse grupo.

Até a taxa de juros real, que é a remuneração acima da inflação, está elevada. Ou seja, será fácil ganhar da inflação com folga em aplicações pós-fixadas.

Assim, estarão atrativas aplicações financeiras como os títulos públicos Tesouro Selic (que podem ser negociados pelo Tesouro Direto), títulos emitidos por bancos que pagam um percentual do CDI (CDBs, LCIs e LCAs), fundos DI e fundos de renda fixa conservadora.

Moreira alerta para o investidor ter cuidado com os títulos de dívida. Títulos emitidos pelo governo federal e grandes bancos têm baixo risco. Títulos emitidos por bancos médios e outras empresas privadas, não necessariamente.

No caso dos CDBs, LCIs e LCAs, eles contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para investimentos de até 250 mil reais por CPF por instituição financeira. Isso reduz bastante o risco de calote para quem compra esses títulos de bancos de médio porte.

Já as debêntures – títulos emitidos por empresas privadas não financeiras – não contam com essa proteção, e requerem maior atenção do investidor. Se o emissor tiver problemas financeiros e não puder pagar, o investidor ficará a ver navios.

“É importante verificar a saúde financeira da empresa emissora, mesmo quando você está investindo por meio de um fundo”, diz Eduardo Moreira.

Fundos de ações para os mais arrojados

Na renda variável, são indicados os fundos de ações que investem em empresas que entregam resultados, e não naquelas que ainda estão na fase de projeto.

“Projetos demandam financiamento, e este é um mau momento de mercado para se obter financiamento, tanto com IPOs [emissão inicial de ações na bolsa] quanto com emissão de títulos de dívida”, diz Moreira.

Empresas com alto risco político, como a Petrobras, também não são recomendadas. Já aquelas que podem se beneficiar do dólar valorizado para ganhar mais com exportações são interessantes.

Eduardo Moreira já falou aqui no blog que este pode ser um bom momento para investir em bons fundos de ações. Ainda que com cautela.

“As perspectivas estão ruins, mas isso já deve estar no preço. Chegamos a níveis abaixo da mínima da crise de 2008 no valor da bolsa em dólar. Temos uma visão cautelosa, mas vale ficar atento”, diz.

É importante frisar que o investimento em fundos de ações é indicado para os investidores mais arrojados. Ou seja, com maior tolerância a risco e com visão de longo prazo. Em 2016, o mercado de ações ainda deve ver altos e baixos, então é preciso sangue frio e paciência.

Fuja: poupança e derivativos

Nem deveria ser preciso dizer que o momento é ruim para a caderneta de poupança. A aplicação mal ganha da inflação, isso quando ganha. Muitas vezes, o rendimento nem supera a alta dos preços.

Além disso, dá para ganhar bem mais em aplicações financeiras de risco tão baixo quanto, se não mais. É o caso dos títulos públicos ou fundos que investem nesses títulos e dos papéis protegidos pelo FGC.

Na renda variável, não é momento de operar derivativos, diz Moreira. “A volatilidade do mercado está tão grande que você não precisa se expor aos riscos de um derivativo para ter um ganho muito grande. As perdas com derivativos, em certos casos, podem ser ilimitadas”.

Fonte: Blog Genial

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