Seu bolso já está preparado para a menor Selic da história?

Seu bolso já está preparado para a menor Selic da história?

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a taxa básica de juros mais uma vez, para 6,75% ao ano, um corte de 0,25 ponto percentual. Trata-se da menor Selic da história, um novo recorde depois do patamar anterior, de 7,00%.

O Copom justificou a decisão citando o cenário externo favorável, que mantém o apetite por risco em economias emergentes, e o comportamento da inflação, que continua baixa, estável e com expectativa de fechar o ano ainda abaixo do centro da meta.

Segundo comunicado do Copom, esta deve ser a última redução da Selic no ano. Mas o comitê não descarta uma nova redução “moderada” na sua próxima reunião, em 20 e 21 de março, “caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos”.

Com uma taxa básica em nível tão baixo, as aplicações conservadoras, como a poupança e os títulos de renda fixa de baixo risco, vêm rendendo muito abaixo do que os brasileiros estão acostumados, deixando muitos investidores insatisfeitos.

Quando a Selic foi a 7,00% ao ano, já havíamos falado aqui no blog sobre como não é mais possível ganhar aquele tão almejado rendimento de 1,0% ao mês apenas investindo em renda fixa conservadora. Para manter os bons rendimentos, será preciso correr um pouco mais de risco.

A má notícia é que 2018 promete ser um ano de incertezas e volatilidade nos mercados – afinal, as eleições presidenciais estão aí e ainda não sabemos de que forma ajustes necessários, como a Reforma da Previdência, serão conduzidos.

A boa notícia é que as perspectivas econômicas, para o Brasil e o mundo, são positivas, e há inúmeras oportunidades, para todos os perfis de risco e objetivos.

Outra notícia formidável é a que inflação deve permanecer baixa este ano, o que é positivo até para os investidores mais conservadores. Mesmo rendendo pouco, as aplicações de baixo risco provavelmente não terão seus ganhos devorados pela alta dos preços.

Se você ainda não começou a adaptar sua carteira de investimentos ao atual cenário, com a menor Selic da história, separamos algumas dicas, que você confere a seguir. Algumas delas são dicas que já demos quando a Selic foi a 7,00%. Se elas já eram válidas naquele momento, agora o são mais ainda.

Perspectivas para juros e inflação em 2018 e 2019

Em seu comunicado, o Copom estima uma inflação em torno de 4,2% em 2018 e 2019. Com isso, sua expectativa é de que a Selic encerre 2018 em 6,75% – o patamar atual – e 2019 em 8,0%.

Essas previsões estão em linha com o que espera o mercado, segundo o último Boletim Focus do Banco Central. A inflação esperada, nesse caso, é de 3,94% em 2018 e 4,25% em 2019. Para a Selic, a projeção é a mesma do Copom.

Assim, o corte atual deve ser o último do ano, podendo haver novas altas no ano que vem. O Copom menciona em seu comunicado, porém, que um novo corte moderado na próxima reunião não é descartado, “caso haja mudanças na evolução do cenário básico e no balanço de riscos”. Basicamente, se a inflação ficar abaixo do esperado.

“Dado que a inflação está baixa há muito tempo, a tendência é que ela continua baixa no médio e no longo prazos, porque muitos produtos e serviços são ajustados conforme a inflação passada”, explica André Souza, responsável por produtos de renda fixa da GENIAL.

Contudo, a inflação pode voltar a subir caso as expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira sejam frustradas, ponto enfatizado pelo comunicado do Copom.

Em outras palavras, uma eventual não aprovação das reformas necessárias para equilibrar as contas públicas, como a Reforma da Previdência, pode pressionar a inflação, o que poderia se refletir numa reversão da trajetória de queda nos juros.

Ainda segundo o comunicado do Copom, esse risco se intensifica em caso de reversão do atual cenário externo favorável para economias emergentes. Uma alta de juros mais acelerada que o esperado nos Estados Unidos – ameaça que já se faz sentir – é um exemplo do que poderia causar essa reversão.

Fuja da poupança…

Em primeiro lugar, todo investidor, por mais arrojado que seja, deve ter uma parcela da sua carteira aplicada em investimentos conservadores, de baixíssimo risco, para garantir suas emergências. Esta é uma necessidade, independentemente do patamar da Selic.

O que todo investidor deveria fazer, se ainda não fez até agora, é fugir da caderneta de poupança. Com a queda da Selic, ela ficou ainda menos rentável do que já era. A poupança é a aplicação menos rentável hoje. Há, no mercado, uma série de opções de risco similar e retorno maior.

A parcela conservadora da carteira de investimentos deve ser direcionada para investimentos de baixíssimo risco capazes de render de 90% a 100% do CDI.

O investidor deve preferir títulos de renda fixa emitidos por bancos, que contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da poupança, como os CDBs, LCIs e LCAs; os títulos públicos atrelados à Selic (Tesouro Selic); e os fundos de renda fixa conservadora. Lembrando que LCI e LCA têm isenção de imposto de renda.

Para garantir que suas aplicações conservadoras renderão o máximo possível e não vão perder da poupança de jeito nenhum, o investidor deve ficar de olho nos custos do investimento. Neste artigo, falamos sobre como reduzir os custos e ganhar mais na renda fixa.

Vale ressaltar que mesmo o investidor que se mantiver totalmente conservador manterá um bom ganho acima da inflação caso invista em bons produtos, já que o IPCA deve se manter baixo, podendo até mesmo ficar abaixo do esperado.

…mas não fuja da renda fixa

Em segundo lugar, nem toda renda fixa é ultraconservadora. Alguns títulos de renda fixa privada são mais arriscados do que títulos públicos e CDBs, mas não chegam a ter o mesmo risco de um investimento em bolsa.

Eles costumam ter remuneração prefixada ou atrelada à inflação, beneficiando-se de um cenário de juros em queda. Alguns desses papéis, com a Selic no atual patamar, estão rendendo o equivalente a mais de 120% do CDI, uma remuneração bastante atraente.

“Não dá para dizer que é porque a Selic caiu que devemos fugir da renda fixa”, diz André Souza.

Esses investimentos são interessantes para investidores moderados, arrojados ou mesmo para aqueles que se mantiveram conservadores até agora, mas desejam dar os primeiros passos em aplicações com um pouco mais de risco para obter retornos maiores.

Um bom exemplo são as debêntures incentivadas, títulos emitidos por empresas e destinados a financiar projetos de infraestrutura. Elas são isentas de IR e geralmente pagam uma taxa de juros pré-estabelecida mais a variação do IPCA. As debêntures não incentivadas, por sua vez, também podem ser opções interessantes, mas não têm isenção de IR.

Outros dois exemplos são os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), títulos voltados para o financiamento de empreendimentos imobiliários e do agronegócio. Também são isentos de imposto de renda e tendem a ter rendimentos interessantes em cenários de juros baixos.

“A pessoa física precisa olhar muito para os papéis incentivados, tanto os de emissão bancária, como LCI e LCA, como os de emissores privados, como as debêntures incentivadas, os CRIs e os CRAs. Eles são muito atraentes, pois ganham, pelo menos, 15% a mais [do que os papéis tributados], referentes à isenção fiscal”, diz Souza.

Debêntures, CRI e CRA não permitem resgate antecipado, mas podem ser vendidos antes do vencimento caso o investidor precise dos seus recursos de volta. Aqui na GENIAL, esses títulos têm bastante liquidez no mercado secundário.

Saiba mais sobre as debêntures e sobre os CRIs e CRAs. Conheça também as opções disponíveis na plataforma de renda fixa da GENIAL.

Há oportunidades na bolsa…

O ano de 2018 traz boas oportunidades na bolsa de valores, como já vimos aqui no blog. Os juros baixos e a inflação controlada favorecem os ativos de risco. Além disso, o país tem perspectivas de crescimento econômico e o cenário externo é favorável.

Crescimento econômico lá fora em geral é positivo para mercados emergentes como o brasileiro, pois os investidores estrangeiros buscam oportunidades de investimento por aqui, o que tende a valorizar nossas ações.

Mas o ano trará também incertezas e volatilidade. Um crescimento muito forte nos países desenvolvidos pode levar a um aumento da inflação e à consequente alta dos juros lá fora, em ritmo mais rápido que o esperado. Isso tende a reduzir o fluxo de investimentos estrangeiros.

Além disso, 2018 é ano de eleições presidenciais por aqui, e o cenário ainda se encontra bastante indefinido. Há indefinição inclusive sobre a aprovação da Reforma da Previdência, ajuste mais importante das nossas contas públicas atualmente.

A dica para os investidores arrojados que quiserem se beneficiar das boas perspectivas para a bolsa é escolher um bom fundo de ações. No caso dos investidores moderados que quiserem apimentar um pouco a carteira, o caminho são os fundos multimercados que investem parte do patrimônio em bolsa.

No nosso artigo sobre onde investir com o menor juro da história falamos sobre alguns fundos que podem ser interessantes neste cenário. Conheça também a nossa plataforma de fundos de investimento, onde oferecemos os melhores fundos de ações e multimercados do mercado.

Se você gosta de investir diretamente em ações, conheça a nossa carteira recomendada, de autoria do analista Filipe Villegas. Ela foi a mais rentável de 2017 dentre todas as carteiras recomendadas acompanhadas pelo jornal Valor Econômico.

…mas nem todo mundo precisa correr para as ações

Mas se você não se considera um investidor de perfil arrojado e acha que ações não são para você, isso não quer dizer que você precisa ficar estacionado nos parcos ganhos da renda fixa conservadora.

Como já vimos, há opções intermediárias na própria renda fixa. Há até mesmo produtos que podem ser considerados híbridos entre renda fixa e renda variável.

Um exemplo são os fundos imobiliários, que têm brilhado nos últimos dois anos e vêm sendo muito procurados por investidores pessoas físicas.

Esses fundos investem em imóveis ou papéis de renda fixa ligados ao mercado imobiliário e tendem a se beneficiar de cenários de crescimento econômico e, sobretudo, de juros baixos.

Suas cotas costumam ser negociadas em bolsa como se fossem ações, podendo valorizar ou desvalorizar conforme a demanda. Já os rendimentos que eles distribuem em forma de aluguéis são isentos de imposto de renda para a pessoa física. Os fundos que investem em imóveis para alugar distribuem os rendimentos resultantes do aluguel periodicamente.

Assim, o investidor pode ganhar tanto com a valorização das cotas quanto com os rendimentos do fundo.

Outra alternativa para os investidores que desejam experimentar a renda variável sem correr o risco de ter perdas no principal são os Certificados de Operações Estruturadas (COE).

Esses títulos encerram em si uma operação estruturada que permite ao investidor apostar em um determinado cenário para um ativo ou grupo de ativos. Geralmente, ativos de renda variável.

Os COEs costumam ter 100% do capital protegido, o que significa que o investidor tem ganhos caso o cenário projetado se concretize, mas não tem perdas no principal caso ocorra cenário adverso. Na pior das hipóteses, o investidor recebe o dinheiro investido de volta. Saiba mais sobre o funcionamento dos COEs.

Assim, eles permitem que o investidor experimente o investimento em renda variável sem risco de perdas nominais.

Atualmente, a GENIAL tem uma oferta de COE em aberto, atrelado ao desempenho de quatro ações escolhidas pelo nosso analista Filipe Villegas. Ele é o responsável pela carteira recomendada da GENIAL, a mais rentável de 2017, segundo o jornal Valor Econômico. Conheça o COE Ações GENIAL.

A GENIAL participa de uma série de ofertas públicas de fundos imobiliários e COE que podem ser acessadas pelo nosso site. Se for cliente GENIAL, você pode também conversar com seu consultor sobre essas ofertas.

No caso dos fundos imobiliários, você pode, ainda, comprar cotas de fundos que já estejam em operação pelo home broker. Neste post, você encontra tudo que você precisa saber sobre fundos imobiliários.

Envie um email para um dos nossos assessores: contato@amgcapital.com.br

Fonte: Blog Genial

Please follow & like us 🙂

RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter
LinkedIn
Instagram

Disclaimer

O conteúdo do Blog da AMG Capital Agentes Autônomos de Investimentos (“AMG Capital”) não deve ser considerado um relatório de análise para os fins do artigo 1º da Instrução CVM nº 483, de 6 de julho de 2010, tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como sendo material promocional, solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas. As informações contidas neste Blog da AMG Capital foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A AMG Capital não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. O conteúdo do Blog da AMG Capital também não tem a intenção de ser uma relação completa ou resumida dos mercados ou desdobramentos nele abordados. As informações de terceiros disponibilizadas no Blog da AMG Capital não refletem nossa opinião de modo que não nos responsabilizamos pela veracidade, exatidão e correção das informações. Os instrumentos financeiros discutidos no Blog da AMG Capital podem não ser adequados para todos os investidores. Este material não leva em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de qualquer investidor. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. Recomenda-se uma profunda análise das características, prazos e riscos dos investimentos antes da decisão de compra/venda/aplicação/resgate. É expressamente recomendada a leitura do Regulamento, prospecto, edital e demais materiais de divulgação antes da decisão de investimento, com especial atenção aos fatores de risco. A AMG Capital não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Em relação ao conteúdo do Blog da AMG Capital fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da AMG Capital. A Ouvidoria da Genial Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes não se sentirem satisfeitos com as soluções de seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 605 8888. Para maiores informações sobre produtos, tabelas de custos operacionais e política de cobrança, favor acessar o site: www.genialinvestimentos.com.br.

Related posts

Como declarar renda fixa no Imposto de Renda

Investimentos em renda fixa devem ser informados na declaração de imposto de renda de quem estiver obrigado a declarar. Saldos superiores a 140 reais e rendimentos obtidos com aplicações como CDB, LCI, LCA, debêntures e títulos públicos precisam ser informados à Receita. Neste artigo você vai aprender a declarar...

Leia Mais

Como declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda

Investidores que são obrigados a entregar a declaração de imposto de renda 2018 devem informar suas aplicações financeiras na declaração. Os títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto não ficam de fora. Neste post, veremos como declarar Tesouro Direto no IR 2018. Algumas regras de obrigatoriedade para entrega da declaração...

Leia Mais

Give a Reply

Gostou deste artigo? Compartilhe!